Cisjordânia

Uma equipa médica estado-unidense conseguiu retirar uma bala da cabeça de uma menina palestina de 7 meses, baleada há três semanas. A menina, que estava ao colo da mãe, foi atingida quando os soldados israelitas abriram fogo perto da sua casa, na aldeia de Al-Mazraa, a norte de Ramala, na Cisjordânia ocupada.

Após três semanas nos cuidados intensivos, a menina foi submetida a uma complexa operação de duas horas, realizada no Hospital de Rafidia, em Nablus, na Cisjordânia ocupada. A operação foi coroada de êxito e a menina pôde sair do hospital.

A equipa de voluntários estado-unidenses, especializada em neurocirurgia, é composta por dois médicos e duas enfermeiras e foi enviada pela ONG Palestine Children’s Relief Fund. É uma das equipas médicas internacionais que visitam regularmente os territórios palestinos, em cooperação com o Ministério da Saúde, para realizar cirurgias difíceis e outros actos médicos.

As forças de ocupação israelitas mataram 29 palestinos, feriram outros 312 e prenderam 370 pessoas nos territórios palestinos ocupados durante o mês de Maio, informa um relatório da Organização de Libertação da Palestina divulgado na segunda-feira.
 
Segundo o relatório, 27 palestinos foram mortos nos ataques israelitas a Gaza, incluindo um paramédico, quatro mulheres e quatro crianças, enquanto dois «foram executados a sangue frio», alegadamente em resposta a tentativas de esfaqueamento e atropelamneto na Cisjordânia ocupada.
 
Durante o mesmo mês, o relatório assinala que 312 palestinos ficaram feridos em resultado da agressão israelita à Faixa de Gaza, da repressão dos protestos de Gaza e de ataques a manifestantes que foram «severamente espancados durante a detenção e como resultado da repressão de marchas pacíficas em zonas em risco de serem expropriadas para actividades de colonização».
 

A Administração Civil do Ministério da Defesa de Israel, órgão que administra a ocupação da Cisjordânia, vai leiloar na próxima semana bens doados pela UE e por vários países europeus e que o exército sionista confiscou a civis palestinos em Outubro passado.

Segundo informa Juan Carlos Sanz, correspondente do jornal espanhol El País, trata-se dos materiais usados na construção de duas salas de aula pré-fabricadas de uma escola da localidade de Ibziq, no Vale do Jordão, na Cisjordânia ocupada.

O leilão dos bens doados pela UE e confiscados por Israel veio anunciado no jornal israelita Maariv e deve realizar-se nas unidades da Administração Civil situadas em colonatos ilegais na Cisjordânia ocupada: Beit El (a nordeste de Ramala) e Gush Etzion (bloco de colonatos a sudoeste de Belém) na segunda-feira e terça-feira próximas.

A organização israelita B'Tselem divulgou um vídeo que mostra um grupo de colonos israelitas atacando aldeões palestinos e incendiando os seus campos a 17 de Maio, e conseguiu identificar um dos incendiários como um soldado israelita de licença.

Segundo o B'Tselem (Centro Israelita de Informação sobre os Direitos Humanos nos Territórios Ocupados), na sexta-feira, 17 de Maio de 2019, colonos paramilitares israelitas incendiaram os campos de agricultores palestinos em Burin e Asirah al-Qibliyah. Nas duas aldeias, os colonos apedrejaram as casas dos moradores.

Em Asirah al-Qibliyah, onde a área é controlada por torres de vigia militares, um colono até disparou tiros para o ar. Soldados que se encontravam próximo não prenderam os atacantes e impediram os palestinos de se aproximarem dos seus campos em chamas.

Pelo menos 65 manifestantes palestinos foram feridos a tiro por forças israelitas nesta quarta-feira, durante protestos na Faixa de Gaza cercada para assinalar o 71.º aniversário da Nakba.

Milhares de palestinos da Faixa de Gaza, sujeita a um criminoso bloqueio israelita há 12 anos, manifestaram-se junto à vedação com que Israel isola o pequeno território para exigir o direito de retorno dos refugiados (dois terços dos habitantes de Gaza são refugiados) às suas terras de origem, no território actual de Israel, de onde foram expulsos na campanha de limpeza étnica que acompanhou a formação do Estado sionista, em 1948.

As forças israelitas abriram fogo e dispararam bombas de gás lacrimogéneo em direcção aos manifestantes.

Foto de Mohammad Hmeid

Na quinta-feira passada, soldados israelitas dispararam sobre um adolescente palestino detido por suspeita de arremesso de pedras quando ele tentava fugir, apesar de o jovem estar vendado e algemado.

Segundo informa o diário israelita Haaretz, o incidente ocorreu perto da aldeia palestina de Tekoa, na Cisjordânia ocupada.

O jovem, de 15 anos, foi mantido detido no local mesmo depois de ferido a tiro com gravidade numa perna. No entanto, após confrontos entre os soldados israelitas e palestinos, estes conseguiram evacuar o ferido, que está a ser tratado numa clínica em Beit Jala, perto de Belém.

Forças israelitas atacaram neste domingo alunos palestinos na cidade de Hebron, na Cisjordânia ocupada, disparando bombas de gás lacrimogéneo e granadas sonoras.

Segundo fontes locais, as forças israelitas atacaram fisicamente vários alunos que iam a caminho da escola, tentando até deter um deles, e dispararam bombas de gás lacrimogéneo contra pais que tentaram intervir.

Os soldados israelitas localizados nas proximidades da Escola Tareq Bin Ziad, na parte sul da cidade, dispararam numerosas bombas de gás lacrimogêneo dentro do complexo escolar, fazendo com que vários estudantes e professores sofressem de sufocação devido à inalação de gás.

A escola hoje atacada é uma das nove escolas palestinas localizadas na área H2 de Hebron. As crianças em idade escolar têm de passar por postos de controlo militares para terem acesso às suas escolas, e são frequentemente alvo de assédio e ataques pelas forças militares e pelos colonos israelitas.

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, afirmou neste sábado que vai começar a estender a soberania israelita à Cisjordânia ocupada se for reeleito primeiro-ministro nas eleições de 9 de Abril.

Netanyahu prometeu, numa entrevista televisiva ao Canal 12 israelita, manter de modo permanente o controlo de segurança israelita na Cisjordânia e formalizar a governação israelita sobre os mais de 400 mil judeus israelitas que vivem nos colonatos da Cisjordânia (aos quais se somam cerca de 200 000 no território ocupado de Jerusalém Oriental), todos eles ilegais à luz do direito internacional.

Isto aplicar-se-ia não apenas aos grandes blocos de colonatos, mas também aos colonatos isolados, indicou ele: «Eu vou estender a soberania, mas não distingo entre os blocos de colonatos e os colonatos isolados, porque cada colonato é israelita e eu não o entregarei à soberania palestina.»

Soldados israelitas mataram um palestino e feriram outros três durante uma incursão num campo de refugiados na Cisjordânia ocupada na madrugada desta terça-feira.

A vítima mortal é Mohammad Ali Dar Adwan, de 23 anos, morador no campo de refugiados de Qalandiya, a sul de Ramala.

Forças da ocupação israelitas fortemente armadas invadiram o campo de refugiados, aparentemente para proceder a várias prisões, tendo provocado confrontos violentos que duraram várias horas.

Os soldados dispararam a curta distância sobre um veículo palestino que passava na rua Al-Matar, matando Adwan, o condutor. 

Um voluntário de 17 anos do serviço de socorro médico palestino foi morto a tiro esta quarta-feira pelo exército israelita num campo de refugiados perto de Belém, na Cisjordânia ocupada.

Às primeiras horas da manhã, uma força israelita entrou no campo de refugiados de Dheisheh para realizar prisões, dando origem a confrontos, e os serviços locais da Sociedade de Socorro Médico Palestina (PMRS, Palestinian Medical Relief Society) foram chamados para cuidar dos feridos. Um dos socorristas, o adolescente Sajed Mizher, foi atingido por uma bala no estômago.

Quatro outros palestinos foram feridos em Deheisheh por balas reais disparadas pelas forças da ocupação israelita.

O jovem voluntário foi baleado enquanto tentava tratar um dos feridos provocados pelos tiros israelitas. Morreu dos seus ferimentos no hospital para onde foi transportado.

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