Cisjordânia

Um soldado israelita aponta a arma a manifestantes palestinos em Kafr Qaddum, Cisjordânia ocupada, 12 de Julho de 2019

Um rapazinho palestino de 10 anos foi nesta sexta-feira atingido na cabeça por uma bala real disparada por forças israelitas durante o protesto semanal contra o Muro de separação em Kafr Qaddum, na Cisjordânia ocupada.

O pequeno Abdul-Rahman Yasser Shtewi foi levado pelo Crescente Vermelho Palestino para o Hospital Rafidia em Nablus. Segundo o Ministério da Saúde, o seu estado é crítico.

Morad Ashtwei, um dos promotores dos protestos contra o Muro, afirmou ao jornal israelita Haaretz que o rapazinho de 10 anos que foi gravemente ferido estava a seguir a manifestação apenas «por curiosidade» e «não estava a fazer mal a ninguém» quando foi baleado. O exército israelita «usa balas de borracha e outros meios perigosos» para ferir os participantes nos protestos, acrescentou.

Quinze anos depois o Tribunal Internacional de Justiça (TIJ) considerar ilegal o Muro do apartheid que Israel começara a construir na Cisjordânia e em Jerusalém ocupados, o Muro continua de pé e a sua construção prossegue.

Há 15 anos, em 9 de Julho de 2004, uma opinião consultiva do Tribunal Internacional de Justiça (ICJ) concluiu que o muro era ilegal. O órgão judiciário da ONU exigiu o fim da construção do muro e declarou que violava o direito internacional, decidindo também que deveriam ser pagas aos palestinos indemnizações pelos danos causados.

O TIJ exortou os seus Estados membros a «não reconhecerem a situação ilegal resultante da construção do muro no território palestino ocupado, incluindo em Jerusalém Oriental e ao seu redor» e «a não prestar ajuda ou assistência para manter a situação criada por tal construção».

Os juízes alertaram que o Muro — a que Israel chama «barreira de segurança» — equivalia a uma anexação de facto de território palestino.

O Supremo Tribunal de Israel deu luz verde à demolição de 13 prédios de apartamentos situados em Jerusalém Oriental, numa zona da «Área A» da Cisjordânia ocupada, teoricamente sob controlo da Autoridade Palestina. Os palestinos consideram que esta decisão estabelece um precedente que permitirá a demolição de milhares de edifícios na Cisjordânia.
 
Os prédios situam-se em Wadi Hummus, que se localiza na extremidade de Sur Baher, no sudeste de Jerusalém. Este bairro, segundo o jornal israelita Haaretz, foi desmembrado do resto da aldeia pelo chamado Muro de Separação e ficou do «lado israelita», mas localiza-se para além das fronteiras do município israelita de Jerusalém (que, ilegalmente, inclui também Jerusalém Oriental), na Cisjordânia ocupada. A maior parte do bairro faz parte da «Área A», que segundo os Acordos de Oslo está sob o controlo administrativo e de segurança da Autoridade Palestina (AP).
 

Uma equipa médica estado-unidense conseguiu retirar uma bala da cabeça de uma menina palestina de 7 meses, baleada há três semanas. A menina, que estava ao colo da mãe, foi atingida quando os soldados israelitas abriram fogo perto da sua casa, na aldeia de Al-Mazraa, a norte de Ramala, na Cisjordânia ocupada.

Após três semanas nos cuidados intensivos, a menina foi submetida a uma complexa operação de duas horas, realizada no Hospital de Rafidia, em Nablus, na Cisjordânia ocupada. A operação foi coroada de êxito e a menina pôde sair do hospital.

A equipa de voluntários estado-unidenses, especializada em neurocirurgia, é composta por dois médicos e duas enfermeiras e foi enviada pela ONG Palestine Children’s Relief Fund. É uma das equipas médicas internacionais que visitam regularmente os territórios palestinos, em cooperação com o Ministério da Saúde, para realizar cirurgias difíceis e outros actos médicos.

As forças de ocupação israelitas mataram 29 palestinos, feriram outros 312 e prenderam 370 pessoas nos territórios palestinos ocupados durante o mês de Maio, informa um relatório da Organização de Libertação da Palestina divulgado na segunda-feira.
 
Segundo o relatório, 27 palestinos foram mortos nos ataques israelitas a Gaza, incluindo um paramédico, quatro mulheres e quatro crianças, enquanto dois «foram executados a sangue frio», alegadamente em resposta a tentativas de esfaqueamento e atropelamneto na Cisjordânia ocupada.
 
Durante o mesmo mês, o relatório assinala que 312 palestinos ficaram feridos em resultado da agressão israelita à Faixa de Gaza, da repressão dos protestos de Gaza e de ataques a manifestantes que foram «severamente espancados durante a detenção e como resultado da repressão de marchas pacíficas em zonas em risco de serem expropriadas para actividades de colonização».
 

A Administração Civil do Ministério da Defesa de Israel, órgão que administra a ocupação da Cisjordânia, vai leiloar na próxima semana bens doados pela UE e por vários países europeus e que o exército sionista confiscou a civis palestinos em Outubro passado.

Segundo informa Juan Carlos Sanz, correspondente do jornal espanhol El País, trata-se dos materiais usados na construção de duas salas de aula pré-fabricadas de uma escola da localidade de Ibziq, no Vale do Jordão, na Cisjordânia ocupada.

O leilão dos bens doados pela UE e confiscados por Israel veio anunciado no jornal israelita Maariv e deve realizar-se nas unidades da Administração Civil situadas em colonatos ilegais na Cisjordânia ocupada: Beit El (a nordeste de Ramala) e Gush Etzion (bloco de colonatos a sudoeste de Belém) na segunda-feira e terça-feira próximas.

A organização israelita B'Tselem divulgou um vídeo que mostra um grupo de colonos israelitas atacando aldeões palestinos e incendiando os seus campos a 17 de Maio, e conseguiu identificar um dos incendiários como um soldado israelita de licença.

Segundo o B'Tselem (Centro Israelita de Informação sobre os Direitos Humanos nos Territórios Ocupados), na sexta-feira, 17 de Maio de 2019, colonos paramilitares israelitas incendiaram os campos de agricultores palestinos em Burin e Asirah al-Qibliyah. Nas duas aldeias, os colonos apedrejaram as casas dos moradores.

Em Asirah al-Qibliyah, onde a área é controlada por torres de vigia militares, um colono até disparou tiros para o ar. Soldados que se encontravam próximo não prenderam os atacantes e impediram os palestinos de se aproximarem dos seus campos em chamas.

Pelo menos 65 manifestantes palestinos foram feridos a tiro por forças israelitas nesta quarta-feira, durante protestos na Faixa de Gaza cercada para assinalar o 71.º aniversário da Nakba.

Milhares de palestinos da Faixa de Gaza, sujeita a um criminoso bloqueio israelita há 12 anos, manifestaram-se junto à vedação com que Israel isola o pequeno território para exigir o direito de retorno dos refugiados (dois terços dos habitantes de Gaza são refugiados) às suas terras de origem, no território actual de Israel, de onde foram expulsos na campanha de limpeza étnica que acompanhou a formação do Estado sionista, em 1948.

As forças israelitas abriram fogo e dispararam bombas de gás lacrimogéneo em direcção aos manifestantes.

Foto de Mohammad Hmeid

Na quinta-feira passada, soldados israelitas dispararam sobre um adolescente palestino detido por suspeita de arremesso de pedras quando ele tentava fugir, apesar de o jovem estar vendado e algemado.

Segundo informa o diário israelita Haaretz, o incidente ocorreu perto da aldeia palestina de Tekoa, na Cisjordânia ocupada.

O jovem, de 15 anos, foi mantido detido no local mesmo depois de ferido a tiro com gravidade numa perna. No entanto, após confrontos entre os soldados israelitas e palestinos, estes conseguiram evacuar o ferido, que está a ser tratado numa clínica em Beit Jala, perto de Belém.

Forças israelitas atacaram neste domingo alunos palestinos na cidade de Hebron, na Cisjordânia ocupada, disparando bombas de gás lacrimogéneo e granadas sonoras.

Segundo fontes locais, as forças israelitas atacaram fisicamente vários alunos que iam a caminho da escola, tentando até deter um deles, e dispararam bombas de gás lacrimogéneo contra pais que tentaram intervir.

Os soldados israelitas localizados nas proximidades da Escola Tareq Bin Ziad, na parte sul da cidade, dispararam numerosas bombas de gás lacrimogêneo dentro do complexo escolar, fazendo com que vários estudantes e professores sofressem de sufocação devido à inalação de gás.

A escola hoje atacada é uma das nove escolas palestinas localizadas na área H2 de Hebron. As crianças em idade escolar têm de passar por postos de controlo militares para terem acesso às suas escolas, e são frequentemente alvo de assédio e ataques pelas forças militares e pelos colonos israelitas.

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