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Assinala-se hoje o 74º aniversário da Nakba – a catástrofe que acompanhou a criação do Estado de Israel em 1948 e que se saldou pela expulsão violenta de centenas de milhar de palestinos das suas casas, aldeias e cidades, para dar lugar a recém-chegados colonos sionistas.

Quase três quartos de século volvidos, e apesar do reconhecimento internacional da legitimidade da causa palestina e da luta do seu povo pelos seus inalienáveis direitos, o aniversário da Nakba em 2022 continua marcado pela brutal realidade da ocupação e da repressão israelita sobre o povo palestino, pelo prosseguimento da limpeza étnica da população palestina e pelas violações do Direito Internacional por parte do Estado de Israel, com persistentes acções de guerra contra países vizinhos.

Culminando três dias de homenagens fúnebres, acompanhadas por numerosas pessoas, a jornalista palestino-americana Shireen Abu Akleh foi hoje a enterrar ao lado de seus pais no cemitério do Monte Sião, em Jerusalém.

O corpo de Abu Akleh foi trazido de Jenin, onde ela foi assassinada pelas forças israelitas na quarta-feira, quando fazia uma reportagem sobre uma rusga do exército israelita no campo de refugiados de Jenin, para Jerusalém via Nablus e Ramala.

Hoje, sexta-feira, o cortejo fúnebre, integrando milhares de pessoas, saiu do Hospital Francês de São Luís, onde o corpo de Abu Akleh permaneceu durante a noite, até à Porta de Jafa, na Cidade Velha de Jerusalém, seguindo para a Catedral da Anunciação da Virgem onde foi realizado um serviço fúnebre à tarde.

Shireen Abu Akleh, uma jornalista palestina da Al Jazeera, foi hoje morta por forças israelitas quando cobria uma rusga ao campo de refugiados de Jenin na Cisjordânia ocupada.

Shireen, 51 anos, foi alvejada no rosto, apesar de usar capacete e um colete identificativo de imprensa. Outro jornalista palestino, Ali al-Samoudi, do jornal Al-Quds, foi ferido nas costas mas encontra-se em condição estável.

A última mensagem que Abu Akleh enviou à Al Jazeera foi um e-mail às 6:13 da manhã em que escreveu: «Forças de ocupação invadem Jenin e sitiam uma casa no bairro de Jabriyat. Estou a caminho. Trago-vos notícias assim que o quadro se tornar claro».

Shatha Hanaysha, uma repórter que viajava no mesmo veículo que Shireen e Ali, disse à Al Jazeera que o exército israelita estava determinado a disparar para matar.

Numa organização conjunta da Escola Secundária de Camões e do ABC Cineclube de Lisboa, o MPPM promoveu, na segunda-feira 9 de Maio, a estreia em Portugal do filme Yallah! Yallah!, a primeira co-produção argentino-palestina.

Realizado por Cristian Pirovano e Fernando Romanazzo, o filme acompanha o quotidiano de sete pessoas ligadas ao futebol e as suas lutas diárias para superar as dificuldades de viver hoje na Palestina. Os detalhes da sua vida, das suas relações e convivência, aproximam-nos de uma história de futebol, paixão e luta.

O Auditório Camões acolheu duas sessões que contaram com a presença de Cristian Pirovano, um dos realizadores, e de Carlos Almeida, vice-presidente do MPPM. As boas-vindas foram dadas pelo director da E.S. Camões, João Jaime Pires e Fernando Jorge Saraiva, que na escola rege a disciplina de Ciência Política, fez a apresentação do filme.

O Conselho de Estado, o mais alto tribunal da justiça administrativa francesa, suspendeu na sexta-feira 29 de Abril a execução dos decretos de dissolução de duas associações pró-Palestina, o Comité Action Palestine e o Collectif Palestine Vaincra.

Quanto ao Comité Action Palestine, diz o Conselho de Estado que a medida de dissolução «é um atentado grave e manifestamente ilegal à liberdade de associação e à liberdade de expressão».

As autoridades tinham acusado a associação de «transmitir comunicados» e «relatar as actividades das organizações terroristas palestinas, nomeadamente o Hamas, o Movimento Jihad Islâmica na Palestina e o Hezbollah».

O MPPM associou-se às comemorações do 1º de Maio organizadas pela CGTP-IN/USL, em Lisboa.

Participámos na manifestação que percorreu o centro da cidade, entre o Martim Moniz e a Alameda, e estivemos na Alameda com um stand onde exibimos uma exposição descrevendo os aspectos mais marcantes da ignóbil ocupação por Israel da terra palestina.

O MPPM participou nas Comemorações Populares do 25 de Abril que, em Lisboa, juntaram milhares de pessoas na Avenida da Liberdade para celebrar a liberdade conquistada em 1974.

Mas, como recordava Nelson Mandela, a nossa liberdade é incompleta enquanto os Palestinos não tiverem a sua.

Por isso, levámos a voz da Palestina à Avenida com a convicção de que a PALESTINA VENCERÁ!

Há vinte anos, no mês de Abril de 2002, o exército israelita bombardeou e assaltou o campo de refugiados de Jenin durante vários dias. As Forças de Defesa de Israel (FDI) iniciaram o assalto no dia 2 e a batalha terminou no dia 11. No entanto, só retiraram no dia 24, depois de concluído o trabalho de ocultação de provas.

As Nações Unidas concluíram que o exército israelita matou 52 palestinos num campo de apenas 40 hectares e que acolhia cerca de 15 000 pessoas. Mas, como escreveu Ilan Pappé por ocasião do 15º aniversário do massacre, «não foram apenas os números envolvidos que chocaram o mundo na altura, mas a natureza brutal de um assalto israelita sem precedentes, mesmo na dura história da ocupação.»

Em 1974 o Conselho Nacional Palestino instituiu o dia 17 de Abril como o Dia dos Presos Palestinos - uma data na qual se expressa a solidariedade para com os palestinos presos nas prisões de Israel.

Neste 17 de Abril de 2022, o Movimento pelos Direitos do Povo Palestino e pela Paz no Médio Oriente (MPPM) reafirma a sua solidariedade para com os palestinos presos por Israel. O MPPM reitera o apoio à luta do povo palestino pela sua liberdade e autodeterminação, pelo reconhecimento da condição de presos políticos aos palestinos presos pelo Estado israelita e pelo respeito pelos direitos destes presos, denunciando as degradantes condições a que são submetidos nas prisões israelitas.

O exército israelita tem em marcha, desde o final do mês de Março, uma violenta ofensiva repressiva nos territórios palestinos ocupados em 1967. Desencadeada, alegadamente, como resposta a uma sequência de acções violentas levadas a cabo por palestinos em Israel, esta ofensiva ocorre num momento particularmente sensível.

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