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Cerca de 5000 israelitas participaram ontem, terça-feira, na provocatória Marcha da Bandeira organizada por colonos israelitas de extrema-direita para comemorar a captura de Jerusalém pelas forças israelitas em 1967.

Os manifestantes empunhavam bandeiras e entoaram slogans racistas como «morte aos árabes» enquanto percorriam as áreas palestinas muçulmanas e cristãs na cidade ocupada.

A marcha tinha sido originalmente planeada para 10 de Maio para assinalar o que os israelitas chamam o dia da unificação de Jerusalém, em referência à ocupação da cidade em 1967, mas devidos às tensões existentes, só agora foi autorizada.

Após semanas de controvérsia sobre questões de segurança, a polícia israelita aprovou uma marcha organizada por judeus israelitas extremistas, incluindo ministros e deputados ao Knesset, informa o Middle East Monitor citando o jornal israelita Haaretz.

A marcha das bandeiras terá lugar na próxima terça-feira, estando prevista a passagem pelo Bairro Muçulmano na Cidade Santa e a chegada à Porta de Damasco, um ponto de tensão entre palestinos e a polícia nos últimos meses.

A marcha segue da Porta de Damasco para a Porta de Jaffa e dirige-se daí para a Muralha Ocidental da Mesquita de Al-Aqsa.

«Agradecemos a cooperação da Polícia de Israel, do comissário de polícia e do Distrito de Jerusalém e estamos felizes por as bandeiras israelitas serem exibidas com orgulho em todas as partes da Cidade Velha», declararam os organizadores, de acordo com o Haaretz.

Um rapaz palestino de 15 anos, Mohammad Said Hamayel, foi ontem morto a tiro pelas forças de ocupação israelitas em Beita, a sul de Nablus, na Cisjordânia ocupada, durante um protesto público contra a construção de um posto avançado israelita, perto da aldeia.

O comício não violento foi convocado depois de um grupo de colonos israelitas ter instalado mais de 20 casas móveis ou caravanas no topo do Monte Sabih, como prelúdio para tomar conta de todo o monte e estabelecer um posto avançado colonial, ameaçando a subsistência de pelo menos 17 famílias palestinas que dependem da colheita das suas azeitonas nas terras que possuem há gerações.

Segundo o Crescente Vermelho Palestino as forças israelitas, além de atingirem mortalmente Mohammad, feriram pelo menos 11 participantes com munições reais e outros 16 com balas revestidas de borracha, enquanto várias dezenas foram sufocados por gás lacrimogéneo.

A Amnistia Internacional condenou, nesta quarta-feira, a decisão das autoridades de ocupação israelitas de encerrar os Comités de Trabalho em Saúde (HWC) considerando que isso terá consequências catastróficas para as necessidades sanitárias dos palestinos nos Territórios Palestinos Ocupados (TPO).

Na madrugada do dia 9 de Junho, as forças de ocupação israelitas invadiram a sede dos HWC em al-Bireh, Ramala. A Directora-Geral, Shatha Odeh, relatou que soldados israelitas fortemente armados derrubaram a porta principal da sede e irromperam no seu interior, adulterando e danificando a maior parte do seu conteúdo e apreendendo quatro computadores, tendo afixado uma ordem militar para fechar o edifício durante seis meses, renováveis.

O Município israelita de Jerusalém emitiu, na segunda-feira, ordens de demolição para as casas de 119 famílias palestinas de Al-Bustan, no bairro de Silwan, na Jerusalém Oriental ocupada, para dar lugar a um parque arqueológico israelita.

O aviso de demolição diz: «Queremos informá-lo que procederemos à demolição de acordo com a decisão do tribunal. Para minimizar os danos, deverá deixar a casa sem pessoas e objectos até 21 dias após a recepção desta carta. O município não é responsável por danos materiais se a casa não for evacuada como mencionado».

Uma manifestação de residentes de Silwan para denunciar as ordens de demolição foi brutalmente dispersada pelas forças de segurança israelitas que espancaram os manifestantes e prenderam Sultan Surhan e Qutaiba Odeh, de 16 anos, residentes de Silwan cujas casas estão ameaçadas com ordens de demolição.

No próximo dia 9 de Junho, a selecção nacional de futebol defrontará a selecção de Israel numa partida de carácter particular organizada pela Federação Portuguesa de Futebol no quadro da preparação para a fase final do Campeonato da Europa de 2020.

Um milhão de palestinos foram detidos pelas forças israelitas desde a guerra de 1967, de acordo com informações divulgadas neste sábado.

Entre os detidos estiveram cerca de 17 000 mulheres e 50 000 crianças, segundo um relatório conjunto da Clube de Prisioneiros da Sociedade Palestina, da Comissão para os Assuntos dos Detidos e Ex-Detidos, e do Alto Conselho dos Prisioneiros.

Estas organizações revelaram que, desde 1967, se registaram mais de 54 000 ordens de detenção administrativa. A política de detenção administrativa permite às autoridades israelitas prolongar indefinidamente a detenção de um prisioneiro sem acusação ou julgamento.

Durante a guerra do Médio Oriente de 1967, Israel ocupou a Cisjordânia, Jerusalém Oriental, os Montes Golã da Síria e a Península do Sinai do Egipto, que mais tarde foi devolvida ao Egipto no âmbito de um acordo de paz assinado em 1979.

Setúbal acolheu o II Encontro pela Paz promovido pelo Conselho Português para a Paz e Cooperação em conjunto com outras 11 organizações, entre as quais o MPPM.

Com o apoio da Câmara Municipal de Setúbal realizou-se, no passado sábado 5 de Junho, no Fórum Municipal Luísa Todi, a segunda edição do Encontro pela Paz, dando continuidade a uma iniciativa que teve o seu início em Loures, em 20 de Outubro de 2018.

Às doze entidades promotoras (CPPC, C.M. Setúbal, C.M. Loures, CGTP-IN, CPCCRD, FENPROF, JOC, OCPM, MDM, Municípios pela Paz, MPPM e URAP) juntaram-se largas dezenas de outras que deram o seu apoio e se fizeram representar na iniciativa.

Na sessão de abertura, com as organizações promotoras representadas no palco, intervieram Maria das Dores Meira, Presidente da Câmara Municipal de Setúbal, e Ilda Figueiredo, Presidente do CPPC.

O MPPM denuncia a aquisição pela Carris de quinze eléctricos articulados à multinacional CAF que está envolvida na construção e operação do metro ligeiro de Jerusalém, instrumento da consolidação do domínio colonial de Israel na cidade.

Foi recentemente anunciada a assinatura de um contrato entre a Carris, uma empresa integralmente detida pelo município de Lisboa, e a CAF, Construcciones y Auxiliar de Ferrocarriles, S.A., uma empresa multinacional sedeada no País Basco espanhol, para fornecimento de quinze eléctricos articulados a partir de 2023.

O MPPM foi agraciado com a Medalha Municipal de Mérito de Palmela – Grau Prata – Solidariedade Internacional em cerimónia realizada hoje, 1 de Junho, Dia do Concelho, no Teatro Municipal de São João.

Entregaram a Medalha e respectivo Diploma o Presidente da Câmara Municipal, Álvaro Balseiro Amaro, e a Presidente da Assembleia Municipal, Ana Teresa Vicente. Recebeu, em representação do MPPM, Carlos Almeida, Vice-Presidente, na presença do Embaixador da Palestina, Nabil Abuznaid.

A proposta de atribuição da Medalha foi aprovada, por unanimidade, em reunião de Câmara em 5 de Maio e, também por unanimidade, em sessão da Assembleia Municipal em 13 de Maio.

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