Jerusalém

Duas casas de palestinos foram demolidas, em Jerusalém Oriental (ilegalmente ocupada por Israel desde 1967), na passada semana, juntando-se a outras 17 que já tinham sido demolidas desde o início do mês de Agosto, deixando mais de uma centena de pessoas sem abrigo.

Segundo um responsável palestino de Jerusalém Oriental, 18 000 habitações palestinas estão em risco de demolição e já terão sido emitidas neste ano de 2020, 650 ordens de demolição que podem ser executadas a qualquer momento.

O surto de Covid-19 não deteve as autoridades israelitas, que avançam com as demolições sem qualquer contemplação para com a segurança das populações afectadas.

Especialmente visados são os habitantes de Jerusalém Oriental e as comunidades beduínas e, em geral, tudo o que esteja no caminho da expansão dos colonatos ilegais instalados na Cisjordânia e em Jerusalém Oriental.

A polícia e agentes dos serviços secretos israelitas invadiram ontem dois centros culturais palestinos em Jerusalém Oriental ocupada, apreendendo registos e documentos e detendo funcionários, informou a agência noticiosa oficial palestina Wafa.

O Centro Cultural Yabous e o Conservatório Nacional de Música Edward Said (CNMES), também conhecido como o Instituto Edward Said, estão no centro da cena musical e cultural em Jerusalém Oriental.

A residência de Suhail Khoury, o director do CNMES, e Rania Elias, a directora do Yabous, foi invadida pelas forças israelitas, que os escoltaram até às instalçaões de ambas as instituições para a busca e apreensão de documentos. Ambos foram detidos pela polícia israelita.

Também a residência de Daoud al-Ghoul, o director da Rede de Arte de Jerusalém (Shafaq), foi invadida e saqueada.

Dezenas de polícias israelitas atacaram fiéis muçulmanos palestinos que faziam a sua oração nocturna do Eid-al-Fitr, que marca o fim do mês do Ramadão, junto a Bab al-Asbat (Porta dos Leões), no exterior do complexo da Mesquita Al-Aqsa, em Jerusalém.

Os habitantes palestinos de Jerusalém afluíram à zona para fazerem a oração do Eid o mais próximo possível da mesquita. O local, venerado como o terceiro mais sagrado do Islão, foi encerrado em 15 de Março, pela primeira vez em mais de 50 anos, como parte das medidas para conter a propagação do novo coronavírus.

O complexo da Mesquita de Al-Aqsa tem sido alvo dos ataques de judeus messiânicos que advogam a sua destruição para aí construir o Terceiro Templo, que prenunciaria o regresso do Messias. As suas crenças extremistas foram em tempos consideradas um pequeno movimento marginal, mas nos últimos anos encontraram favor na administração do primeiro-ministro israelita Benjamin Netanyahu.

Apesar da situação de emergência sanitária que exige que os residentes de Israel e dos Territórios Ocupados tomem medidas extremas de isolamento social, a polícia de Israel optou, precisamente nesta altura, por intensificar os seus abusos e punições colectivas contra os palestinos no bairro de al-'Esawiyah, em Jerusalém Oriental – denuncia a organização israelita de direitos humanos B’Tselem.

A decisão do primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, de aprovar a construção de 5200 novas casas nos colonatos ilegais de Givat Hamatos e Har Homa, a sul de Jerusalém, foi condenada por Nabil Abu Rudeineh, porta-voz do presidente da Autoridade Palestina.

O anúncio das novas construções em Givat Hamatos e Har Homa vem somar-se à preparação de um plano director para a construção de 9000 novas casas para colonos no antigo aeroporto de Qalandia, a norte de Jerusalém.

O colonato de Har Homa foi criado nos anos 90 — depois e em oposição aos Acordos de Oslo — em Jerusalém Oriental ocupada, em terras confiscadas aos habitantes palestinos de Umm Tuba.

Um rapazinho palestino de nove anos foi atingido no rosto com uma bala de aço revestida de esponja disparada por um polícia israelita, no sábado passado, no bairro de Isawiyah, em Jerusalém Oriental ocupada.

O pequeno Malek Issa está hospitalizado em estado grave. Segundo a família, os médicos dizem que é muito provável que perca um dos olhos e possivelmente os dois, e que é possível que tenha sofrido lesões cerebrais.

Malek Issa, que tinha acabado de descer do autocarro com as irmãs mais novas, vindo da escola, entrou numa loja para comprar uma sandes e foi atingido a tiro quando vinha a sair.

As autoridades israelitas fecharam esta quarta-feira de manhã várias instituições palestinas na cidade ocupada de Jerusalém por um período de seis meses.

Segundo informa a agência palestina WAFA, a polícia israelita invadiu os escritórios da Palestine TV e afixou um aviso encerrando o escritório durante seis meses, alegadamente por planear realizar actividades sob os auspícios da Autoridade Palestina.

O director da produtora al-Araz, que hospeda a Palestine TV, foi temporariamente detido, enquanto uma correspondente do canal foi convocada para interrogatório.

A polícia do Estado sionista invadiu também a Direcção de Educação e Ensino Superior em Jerusalém, onde afixou um aviso semelhante de encerramento durante seis meses, sob o mesmo pretexto, e deteve o seu chefe.

Foi também alvo de uma rusga da polícia a Escola do Orfanato Islâmico, na Cidade Velha de Jerusalém, onde foram apreendidos todos os registos e câmaras de vigilância.

O primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, reafirmou neste domingo o compromisso de impor a soberania de Israel nos colonatos judaicos da Cisjordânia ocupada.

«Com a ajuda de Deus, aplicaremos a soberania judaica a todas as comunidades [ler: colonatos judaicos], como parte da Terra [bíblica] de Israel e como parte do Estado de Israel», afirmou Netanyahu numa cerimónia de abertura do novo ano escolar no colonato de Elkana.

Netanyahu fez uma promessa semelhante, de anexar parte da Cisjordânia ocupada, nas vésperas das eleições de Abril deste ano. Porém, nessa altura os resultados obtidos não lhe permitiram formar uma coligação de governo viável. As actuais declarações devem por isso ser lidas também na perspectiva das novas eleições, marcadas para o próximo dia 17 de Setembro.

Aviões militares de Israel bombardearam na noite de sábado vários locais no Norte da Faixa de Gaza sitiada. As forças do exército de ocupação afirmam ter atacado infra-estruturas do Hamas e um posto de observação

Os ataques israelitas ocorreram após o disparo de três rockets do território palestino para Israel, afirmaram as forças armadas sionistas. Dois dos rockets teriam sido interceptados pelo sistema anti-míssil Iron Dome («cúpula de ferro»).

Já na noite de sexta-feira as sirenes de alarme tinham soado em várias localidades do Sul de Israel. Teria sido lançado um rocket da Faixa de Gaza, interceptado pelo Iron Dome, anunciaram as forças armadas israelitas. Aviões israelitas teriam atacado «duas infra-estruturas subterrâneas» do Hamas (Movimento de Resistência Islâmica).

A polícia israelita neste domingo disparou balas de borracha, gás lacrimogéneo e granadas atordoantes contra dezenas de milhares de palestinos no complexo de Al-Aqsa, em Jerusalém Oriental ocupada. A violência da polícia é bem patente num vídeo publicado pelo jornal Haaretz. Os fiéis muçulmanos opunham-se à entrada no local de colonos israelitas fanáticos no primeiro dia do Eid Al-Adha (Festa do Sacrifício), uma das principais festividades religiosas muçulmanas.

O Crescente Vermelho Palestino informou que pelo menos 61 palestinos ficaram feridos, principalmente idosos, sendo 15 conduzidos ao hospital. A polícia israelita prendeu várias pessoas. Nos confrontos terão ficado ligeiramente feridos quatro polícias.

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