Jerusalém

Israel abriu uma estrada ligando áreas de colonatos judaicos ilegais na Cisjordânia a Jerusalém, facilitando o acesso à cidade a colonos provenientes do território palestino ocupado.

O jornal israelita Haaretz informa na sua edição de hoje que a Estrada 4370, a que têm chamado «Estrada do Apartheid», está dividida ao meio por um muro de oito metros de altura. O lado ocidental da estrada serve os palestinos, que não podem entrar em Jerusalém, enquanto o lado oriental serve os colonos israelitas.

A Cisjordânia tem muitas estradas segregadas, mas esta é a primeira estrada dividida por um muro em toda a sua extensão. A estrada foi construída há mais de dez anos, financiada pelo orçamento do Ministério dos Transportes de Israel, mas permaneceu fechada devido a um diferendo entre o exército e a polícia israelitas sobre quem forneceria o pessoal para um novo checkpoint (posto de controlo) aberto por causa da estrada. A estrada foi recentemente renovada.

A polícia militar de Israel prendeu na segunda-feira dezenas de palestinos em Jerusalém Oriental ocupada, numa operação contra membros do movimento Fatah e forças de segurança da Autoridade Palestina (AP).

Forças israelitas prenderam 32 palestinos, após invadirem as suas casas, e apreenderam dinheiro, documentos, fotografias, credenciais, fardas e munições fornecidas pela polícia palestina.

Os detidos são acusados de fazerem parte das forças de segurança da AP.

A presença da Autoridade Palestina em Jerusalém não é nova, e é bem conhecido que há moradores da cidade que trabalham nas forças de segurança da AP. No território da Cisjordânia existe um governorado (distrito) de Jerusalém, uma parte do qual está incluída no município israelita de Jerusalém.

As autoridades israelitas aprovaram na semana passada a construção de centenas de novas unidades habitacionais num colonato judaico em Jerusalém Oriental ocupada.

Segundo informa o jornal israelita Haaretz, o Comité Distrital de Jerusalém de Planeamento e Construção aprovou na terça-feira a expansão do colonato ultra-ortodoxo de Ramat Shlomo, em Jerusalém Oriental ocupada. Algumas das 640 novas unidades habitacionais vão ser construídas em terrenos privados palestinos.

Esta decisão em somar-se à aprovação, em finais de Outubro, da construção de mais de 20 000 novas unidades habitacionais no colonato de Maale Adumim, a leste de Jerusalém.

Serão para já iniciadas as obras de 470 unidades habitacionais, ficando as demais pendentes de aprovação dos partidos políticos. Além das unidades habitacionais, no colonato serão construídos edifícios e instituições como sinagogas, escolas e creches judaicas.

Forças israelitas assaltaram hoje os escritórios do governador palestino de Jerusalém e do  Ministério palestino dos Assuntos de Jerusalém.

Antes de procederem ao assalto, dezenas de soldados fortemente armados isolaram as sedes das duas instituições da Autoridade Palestina, no bairro de Al-Barid, na parte de Jerusalém Oriental ocupada separada do resto da cidade pelo Muro do apartheid.

O ministro, Adnan al-Husseini, informou que as forças israelitas confiscaram documentos e materiais. As autoridades israelitas confirmaram o assalto às instalações, durante o qual ficaram feridos dois empregados palestinos.

Já no passado dia 20 de Outubro as forças de ocupação tinham detido o governador palestino de Jerusalém, Adnan Gheith, que foi libertado dois dias depois.

A Autoridade Palestina tem um ministro para os Assuntos de Jerusalém e um governador da província de Jerusalém, mas Israel proíbe as actividades da Autoridade Palestina na cidade.

O presidente eleito do Brasil, o político de extrema-direita Jair Bolsonaro, confirmou que pretende transferir a embaixada do seu país de Tel Aviv para Jerusalém, violando a legalidade internacional e afrontando os palestinos.

O Brasil tornar-se-ia assim o segundo grande país a fazê-lo, depois dos Estados Unidos.

«Como afirmado durante a campanha, pretendemos transferir a Embaixada do Brasil de Tel Aviv para Jerusalém. Israel é um Estado soberano e nós o respeitamos», diz Bolsonaro num post publicado ontem na sua página do Facebook.

Bolsonaro fez declarações similares numa entrevista ao jornal Israel Hayom. «Israel é um país soberano», afirma. «Se vocês decidirem acerca da vossa capital, nós agiremos de acordo com isso.» Bolsonaro acrescentou que Israel pode contar com o voto do Brasil na ONU e insinuou que mudaria o estatuto da embaixada palestina no Brasil: «A Palestina primeiro precisa de ser um país para ter direito a uma embaixada.»

O embaixador da Palestina nos Estados Unidos, Husam Zomlot, declarou que tinha sido expulso do país e que as contas bancárias da sua família haviam sido congeladas, dias depois de o Departamento de Estado dos EUA ordenar o fecho da representação da Organização de Libertação da Palestina em Washington.
Os vistos do embaixador e da sua família, que eram válidos até 2020, foram revogados. Os filhos do embaixador, Said, de 7 anos, e a filha Alma, de 5 anos, foram retirados da escola que frequentavam em Washington e já deixaram o país.
Por outro lado, todas as contas bancárias ligadas à OLP nos Estados Unidos também foram congeladas, informou o site noticioso israelita Ynet.
Os EUA anunciaram na semana passada o fecho do escritório da OLP em Washington, medida que John Bolton, assessor de segurança nacional dos Estados Unidos, descreveu como uma «punição» por a organização palestina ter pedido que Israel seja investigado pelo Tribunal Penal Internacional.

O governo dos Estados Unidos anunciou hoje, 10 de Setembro, que ia fechar a delegação diplomática da Organização de Libertação da Palestina em Washington, existente desde 1994, após a assinatura do acordo de paz Oslo I com Israel (1993).
Trata-se de mais uma perigosa escalada do ataque dos EUA ao povo palestino e aos seus direitos nacionais, que só nos últimos tempos passou nomeadamente pela cessação total do financiamento à UNRWA,a agência da ONU de apoio aos refugiados palestinos, e pelo corte do financiamento destinado aos hospitais palestinos de Jerusalém.
Uma declaração do Departamento de Estado afirma que «a OLP não tomou medidas para avançar o início de negociações directas e significativas com Israel». A direcção da OLP, diz o Departamento de Estado, «condenou um plano de paz dos EUA que ainda não viu e recusou-se a interagir com o governo dos EUA em relação aos esforços de paz e outros assuntos».

Artigo publicado em Middle East Eye em 15 de Junho de 2018
 
Há sinais crescentes de que o muito adiado plano de paz de Donald Trump para o Médio Oriente — anunciado como o «acordo do século» — está prestes a ser desvendado.
Embora os colaboradores de Trump não tenham divulgado nada publicamente, os contornos do plano são já evidentes, segundo vários analistas.
Estes observam que Israel já começou a aplicar o acordo — consolidando o «apartheid» que impõe aos palestinos — enquanto Washington passou os últimos seis meses a arrastar os pés quanto à publicação do documento.
«Netanyahu continuou simplesmente a aprofundar o seu controlo sobre a Cisjordânia e Jerusalém Oriental — e sabe que os americanos não lhe vão barrar o caminho», declarou Michel Warschawski, analista israelita e dirigente do Centro de Informação Alternativa em Jerusalém.
O presidente da Autoridade Palestina, Mahmoud Abbas, advertiu a Casa Branca contra as «alternativas e ilusões» que visam impedir a criação de um Estado palestino. 
Abbas reagia a uma entrevista hoje publicada de Jared Kushner, assessor do presidente Donald Trump, ao jornal palestino Al Quds, na qual ameaçava que o «acordo de paz» anunciado pelos EUA seria publicado com ou sem a participação dos palestinos. «Se o presidente Abbas estiver pronto para voltar à mesa de negociações, então estamos prontos para participar na discussão, mas se não for o caso, vamos tornar público o plano», que estaria pronto em breve, afirmou Kushner, acrescentando que Abbas «teme que publiquemos o nosso plano de paz e o povo palestino realmente goste dele». 
Mais de cinco centenas de pessoas reuniram-se esta tarde, no Largo de Camões, em Lisboa, em resposta a um apelo lançado pelo CPPC, pela CGTP-IN, pelo MDM e pelo MPPM, a que se associaram mais de 50 outras organizações e acima de uma centena de subscritores individuais. Falaram, em nome das organizações primeiras promotoras, Filipe Ferreira (CPPC), Ana Souto (MDM), Carlos Almeida (MPPM) e Arménio Carlos (CGTP-IN). Houve sentida manifestação de solidariedade com a heróica resistência do povo palestino e uma veemente condenação da decisão da administração americana pela decisão de reconhecer Jerusalém como capital de Israel e par aí transferir a sua embaixada. Causou vivo repúdio a realização dos festejos de inauguração da embaixada ao mesmo tempo que o exército israelita continua a assassinar manifestantes palestinos desarmados. Só no dia de hoje, já se tinham registado mais de 50 mortos e acima de dois milhares de feridos.

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