Jerusalém

As autoridades israelitas selaram e fecharam, na terça-feira 14 de Março, o Departamento de Sistemas de Informação Cartográfica e Geográfica da Sociedade de Estudos Árabes em Jerusalém Oriental ocupada. Na altura a polícia deteve o director do centro, Khalil Tufakji, e apreendeu documentos, computadores e equipamentos de escritório.
O secretário-geral da OLP, Saeb Erekat, denunciou num comunicado o encerramento da instituição e a «detenção ilegal» de Tufakji, «um distinto estudioso de Jerusalém».
A questão de Jerusalém é desde há décadas um ponto central do desacordo entre palestinos e israelitas. Israel ameaça o estatuto dos lugares religiosos não judaicos da cidade, ao mesmo tempo que prossegue a «judaização» de Jerusalém Oriental através da construção de colonatos e da demolição maciça de casas palestinas.

No domingo, 25 de Dezembro, o tribunal criminal israelita de Jerusalém condenou Shurouq Dwayyat, uma jovem palestina de 19 anos de idade, a 16 anos de prisão, depois de ter sido acusada de tentar esfaquear um colono israelita na Cidade Velha de Jerusalém Oriental ocupada. A sentença incluiu também uma multa de 80.000 shekels (cerca de 20.000 euros).
Shurouq foi ferida a tiro por um colono israelita de 35 anos na Cidade Velha de Jerusalém, depois de ela supostamente tentar esfaqueá-lo em 7 de Outubro de 2015.
No entanto, segundo declararam testemunhas à agência noticiosa palestina Ma'an, ela tinha sido atacada pelo colono israelita e não levava consigo quaisquer objectos afiados no momento do incidente.
A comunicação social israelita disse na altura que o homem sofreu ferimentos ligeiros, enquanto Shurouq foi atingida com quatro tiros na parte superior do corpo, deixando-a em estado grave.
A comemoração da véspera de Natal iniciou-se na manhã de sábado na cidade de Belém, na Margem Ocidental ocupada.
Durante a tarde deverá ter lugar uma procissão conduzida pelo Patriarca Latino da Palestina, Jordânica e Terra Santa, arcebispo Pierbattista Pizzaballa, que é também Administrador Apostólico do Patriarcado Latino de Jerusalém.
O presidente e o primeiro-ministro da Autoridade Palestina, respectivamente Mahmoud Abbas e Rami Hamdallah, deverão também deslocar-se a Belém para participar na missa da meia-noite.
Funcionários israelitas do município de Jerusalém, escoltados por soldados, invadiram na quinta-feira, 15 de Dezembro, o bairro de Issawiya, em Jerusalém Oriental ocupada, e afixaram notificações de demolição em vários prédios. Alguns das notificações visavam prédios construídos com autorizações de construção israelitas.
Mais de 200 extremistas de direita israelitas «invadiram» o complexo da Mesquita de Al-Aqsa, localizado no bairro da Cidade Velha de Jerusalém Oriental ocupado, na manhã de terça-feira, 18 de Outubro. A incursão decorreu sob protecção das forças armadas israelitas, no segundo dia da festividade judaica de Sucot.
Já no dia anterior uns 43 israelitas também terem percorrido o complexo.
Testemunhas afirmaram que muitos israelitas tentaram realizar rituais religiosos, em violação de um acordo entre Israel e o Fundo Islâmico (Waqf) encarregado do complexo da Mesquita de Al-Aqsa, que proíbe orações não muçulmanas no local.
O director do complexo da Mesquita de Al-Aqsa, xeique Omar al-Kiswani, disse que polícias israelitas estacionados nos portões do complexo apreenderam os cartões de identidade dos fiéis muçulmanos antes de os deixar entrar na mesquita.
O Conselho de Segurança das Nações Unidas realizou sexta-feira, 14 de Outubro, uma reunião especial sobre a construção e expansão de colonatos israelitas ilegais na Margem Ocidental ocupada e em Jerusalém Oriental.
A sessão, intitulada «Colonatos Israelitas Ilegais: Obstáculos à Paz e à Solução de Dois Estados», foi convocada ao abrigo da chamada Fórmula Arria, que possibilita encontros informais que permitem aos membros do Conselho de Segurança discutir um tópico e ouvir pessoas que considerem útil.
A reunião foi impulsionada pela delegação palestina na ONU e foi convocada oficialmente pelo Egipto, Venezuela, Malásia, Senegal e Angola. Certos observadores consideram esta reunião mais um passo no sentido de alcançar uma resolução do Conselho de Segurança contra os colonatos israelitas na Margem Ocidental.
Um agente da polícia e uma mulher israelitas foram mortos a tiro e pelo menos cinco outras pessoas ficaram feridas num tiroteio em Jerusalém Oriental ocupada este domingo de manhã, 9 de Outubro. O tiroteio teve lugar perto da sede da Polícia Nacional de Israel.
Alvejado e morto pela polícia israelita no local, o atirador foi identificado como Misbah Abu Sbeih, de 39 anos, natural do bairro de Silwan, em Jerusalém Oriental ocupada. Sbeih deveria apresentar-se hoje para cumprir uma pena de prisão a que fora condenado por agredir um agente da polícia israelita em 2013.
Durante a tarde, soldados israelitas invadiram a aldeia de al-Ram e assaltaram a casa de Sbeih, entrando em confronto com jovens locais, sete dos quais ficaram feridos. Os filhos de Sbeih foram presos e levados para um centro de interrogatório.
O relatório anual dos Chefes de Missão dos países da UE representados em Jerusalém e Ramallah, referente a 2014, está a ser apreciado pelos Ministros dos Negócios Estrangeiros dos países membros mas alguns meios de informação tiveram acesso a ele e divulgam as suas linhas principais.
O relatório é particularmente contundente no que respeita à situação em Jerusalém, considerando que a cidade atingiu um ponto de radicalização e de violência que não eram vistos desde 2005 e responsabiliza por isso a sistemática construção de colonatos em zonas sensíveis, a tensão no complexo da Haram Al-Sharif / Monte do Templo, a violência exercida pela polícia e os despejos e demolições de habitações palestinas.
No próximo dia 19 a UEFA vai decidir quais as 13 cidades que acolherão a fase final do Euro 2020. Entre as cidades candidatas encontra-se Jerusalém, proposta por Israel. Se acolher esta candidatura, a UEFA estará a passar a mensagem de que, contrariamente à sua campanha de promoção do «fair play», na realidade está a aprovar, se não a incentivar, a violência étnica, o desrespeito pelo direito internacional, as violações de direitos humanos, a guerra ao próprio futebol.
 

A ideia de Capitais de Cultura foi lançada numa conferência internacional organizada pela ONU, no México, em 1982. Aí, foi adoptada uma convenção para o desenvolvimento cultural internacional que apelava ao diálogo cultural entre os povos do mundo: um diálogo aberto, com respeito pelas identidades culturais nacionais e pela diversidade das civilizações, baseado na unidade dos valores humanos fundamentais.
A UNESCO foi incumbida do papel de relacionar cultura e desenvolvimento. A ALESCO (Organização da Liga Árabe para a Educação, Cultura e Ciência), promoveu um programa de capitais regionais de cultura que começou no Cairo, em 1986, e prosseguiu em Tunis (1997), Sharjah (1998), Beirute (1999), Riad (2000), Kuwait (2001), Amã (2002), Rabat (2003) Sanaa (2004), Cartum (2005), Mascate (2006), Argel (2007) e Damasco (2008). Em 2009, foi designada Jerusalém como Capital da Cultura Árabe.

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