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Bem-vindo!

O MPPM é uma organização portuguesa não-governamental de solidariedade internacional acreditada pelas Nações Unidas que promove a adopção de uma solução justa para a Questão Palestina e a obtenção de uma Paz duradoura no Médio Oriente.

Welcome!

MPPM is a Portuguese non-governmental organization recognized by the United Nations that aims at promoting a just solution for the Palestinian Question and at obtaining a lasting peace in the Middle East

 

 
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O MPPM EXORTA O MINISTÉRIO DA JUSTIÇA DE PORTUGAL A CESSAR A SUA PARTICIPAÇÃO NO PROJECTO EUROPEU «LAW-TRAIN»

O MPPM tomou conhecimento de que o Ministério da Justiça de Portugal participa, desde 2015, no projecto europeu LAW-TRAIN, financiado pela União Europeia, ao abrigo do Programa Quadro Comunitário Horizonte 2020, que visa desenvolver tecnologia para unificar a metodologia para interrogatórios policiais. Um dos seus parceiros neste projecto é o Ministério da Segurança Pública de Israel, responsável pelas forças policiais, que são há muito denunciadas por organizações dos direitos humanos e pelas Nações Unidas por integrarem nos seus interrogatórios a tortura, os maus tratos, o racismo e outras formas de violação dos direitos humanos, e responsável também pelas prisões onde se encontram milhares de presos e detidos administrativos (sem culpa formada) palestinos.

Com a sua cooperação, a UE e os países participantes no projecto LAW-TRAIN, incluindo Portugal, estão, objectivamente, a validar o sistema israelita de controlo e repressão militar, que inclui metodologias de «interrogatórios» ilegais, e ajudam à sua manutenção, dando-lhe cobertura política e moral. Com isso violam as suas obrigações perante o direito internacional e mancham o seu dever de defender a justiça e os direitos humanos.

Entende o MPPM que instituições do Portugal democrático, e neste caso o Ministério da Justiça, não podem estar associadas no projecto a órgãos repressivos do Estado de Israel. Por isso, exorta o Governo português, e particularmente o Ministério da Justiça, a que faça cessar de imediato, se ainda não o fez, a sua participação no projecto LAW-TRAIN.

Leia aqui o texto integral do Comunicado 11/2016

 
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100 ANOS DO ACORDO SYKES-PICOT: UM SÉCULO DE INGERÊNCIA E PREPOTÊNCIA OCIDENTAL

Em 16 de Maio de 2016, completaram-se 100 anos desde a assinatura do documento que ficou para a história como «Acordo Sykes-Picot». Este acordo previa a divisão em «esferas de influência» francesa e inglesa das possessões árabes do Império Otomano.

Apesar de questionadas desde o início, as fronteiras do pós-guerra no Médio Oriente revelaram-se muito resistentes. A maior e mais trágica excepção é o caso da Palestina.

Cem anos após o Acordo Sykes-Picot continuam a fazer-se sentir no Médio Oriente os efeitos mortíferos da ingerência imperial.

Ao longo destes cem anos, nem por um dia se interrompeu a procura de domínio e a ingerência dos países ocidentais na região, primeiro a França e o Reino Unido, mais tarde os Estados Unidos.

O MPPM entende que é mais necessária do que nunca a solidariedade com os povos desta região por parte daqueles que em Portugal, inspirados pelas disposições da Constituição da República, prezam os princípios da independência nacional, do respeito dos direitos humanos, da paz e da justiça nas relações entre os povos.

No Comunicado 10/2016, que que pode ler aqui na íntegra, descrevemos o contexto e as consequências históricas do Acordo Sykes-Picot.

 
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68 ANOS DE NAKBA – 68 ANOS DE LIMPEZA ÉTNICA NA PALESTINA

A independência do Estado de Israel, proclamada unilateralmente em 14 de Maio de 1948, significou para os palestinos o início da devastação da sua sociedade, a eclosão de um drama individual e colectivo que perdura até aos nossos dias. Repartido o seu território pelo novel Estado judaico (na parte consagrada pela Resolução 181 das Nações Unidas, de 29 de Novembro de 1947), pelo reino da Jordânia (a Cisjordânia) e pelo Egipto (a Faixa de Gaza), os palestinos tornaram-se exilados na sua própria pátria, com a maioria das terras confiscadas e os direitos cívicos reduzidos ou eliminados.

Estes acontecimentos são evocados, anualmente, no dia 15 de Maio, o Dia da Nakba, que em árabe quer dizer Catástrofe, e que marcou o princípio da tragédia que se abateu sobre o Povo Palestino, perseguido, massacrado e expulso da sua terra pelos novos ocupantes judeus

Nesta data, o MPPM evoca aqueles acontecimentos distantes e reflecte sobre a situação actual no Comunicado 09/2016 que pode ler na íntegra aqui.

 
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MPPM CONDENA A ABERTURA DE MISSÃO PERMANENTE DE ISRAEL NA NATO

O recente anúncio de abertura de uma missão permanente de Israel junto da NATO não pode deixar de suscitar uma indignada condenação por parte do MPPM e um convite a que se juntem a este protesto todos os que prezam o direito, a justiça e a liberdade.

No Comunicado que pode ler aqui na íntegra, recordamos o historial de Israel na agressão, expulsão e espoliação do povo palestino e a repressão violenta exercida sobre as populações dos territórios palestinos ocupados. Destacamos, também, o papel desestabilizador da NATO, designadamente, na Líbia, no Afeganistão e no Iraque. Trata-se, pois, de uma associação que, em vez de trazer esperanças de paz, prenuncia um agravamento perigoso da conflitualidade no Médio Oriente.

 
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