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O MPPM é uma organização portuguesa não-governamental de solidariedade internacional acreditada pelas Nações Unidas que promove a adopção de uma solução justa para a Questão Palestina e a obtenção de uma Paz duradoura no Médio Oriente.

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MPPM is a Portuguese non-governmental organization recognized by the United Nations that aims at promoting a just solution for the Palestinian Question and at obtaining a lasting peace in the Middle East

 

 
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Ataque de Israel contra a Síria é acto de guerra intolerável

1. Os ataques militares de Israel contra a Síria conheceram no domingo, dia 6 de Maio, um salto qualitativo de consequências imprevisíveis. O bombardeamento israelita de instalações militares em Damasco, que segundo algumas fontes terá envolvido a utilização de armas com urânio empobrecido, é um intolerável acto de guerra e uma violação descarada da soberania de um Estado que, desde há décadas, tem parte do seu território – os Montes Golã – ilegalmente ocupada por Israel. Israel revela-se, uma vez mais, uma perigosa fonte de guerra e de agressão contra todos os países do Médio Oriente.

2. O MPPM exprime a sua condenação frontal da escalada militar israelita, que não tem qualquer possível justificação. É imperativo que o Governo Português condene, frontalmente e em todas as sedes, esta grosseira violação da legalidade internacional. Não é aceitável a impunidade de que Israel continua a gozar por parte dos EUA e de muitas potências europeias. É urgente pôr fim a toda e qualquer ingerência externa no conflito sírio, ingerências que apenas agravam o já de si terrível drama do povo sírio.

3. O MPPM alerta todos os portugueses para a gravidade do que se está a passar no Médio Oriente. A promoção deliberada do terrorismo fundamentalista e dos ódios sectários está ao serviço de apetites hegemónicos e de dominação sobre os enormes recursos energéticos da região. A impunidade belicista de Israel ameaça incendiar toda a região e desencadear conflitos que podem, rapidamente, ultrapassar as fronteiras do Médio Oriente. O que está em causa não é apenas a paz regional.

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MPPM assinala 65º aniversário da Nakba com sessão pública evocativa

Nakba 65 AnosAssinala-se, no próximo dia 15 de Maio, o 65º aniversário da “Nakba”, que em árabe quer dizer Catástrofe, e que marca o princípio da tragédia que se abateu sobre o Povo Palestino, perseguido, massacrado e expulso da sua terra pelos novos ocupantes judeus.

A independência do Estado de Israel, proclamada unilateralmente em 14 de Maio de 1948, significou para os palestinos o início da devastação da sua sociedade, a eclosão de um drama individual e colectivo que perdura até aos nossos dias. Repartido o seu território pelo novel Estado judaico (na parte consagrada pela Resolução 181 das Nações Unidas, de 29 de Novembro de 1947), pelo reino da Jordânia (a Cisjordânia) e pelo Egipto (a Faixa de Gaza), os palestinos tornaram-se exilados na sua própria pátria, com a maioria das terras confiscadas e os direitos cívicos reduzidos ou eliminados.

A Catástrofe do Povo Palestino dura há demasiado tempo e prolonga-se por várias gerações. Existem milhões de refugiados espalhados um pouco por todo o mundo. É a hora do mundo reflectir finalmente sobre o drama deste Povo.

O MPPM assinala o 65º aniversário da “Nakba” com um Sessão Pública Evocativa a realizar no próximo dia 15 de Maio, pelas 18.30 horas, no Museu da República e Resistência – Espaço Grandella (Estrada de Benfica, 419, em Lisboa), com intervenções de Maria do Céu Guerra, Embaixador Mufeed Shami, Frei Bento Domingues, Silas Cerqueira, Augusto Praça e Júlio de Magalhães.

A solidariedade internacional é a força que anima o povo palestino a prosseguir a sua luta por um Estado da Palestina Livre, Independente e Soberano. Dê força a esta luta juntando a sua voz à nossa nesta jornada de solidariedade!

 
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Quarta-Feira 27 de Março, às 21.30 horas, com a colaboração do MPPM

“A Barraca” dedica comemoração do Dia Mundial do Teatro à Palestina

dia mundial do teatro - cartazA Barraca dedica a comemoração do Dia Mundial do Teatro deste ano ao esforço que, na cidade de Jenin, na Palestina, a Companhia Freedom Theater tem vindo a realizar, com ameaças de morte, mortes e prisões efectivas, mantendo vivo um trabalho que já dura há 7 anos.

Um vídeo montado por Paulo Vargues a partir de um filme palestino, mostrará a actividade da Companhia, o seu espaço, a sua paixão, trazendo ao nosso público o testemunho de até onde o Teatro pode ser generoso e heróico.

A sessão prosseguirá com a exibição de ON FEAR. Apresenta-nos Nabil Al- Raee, actor/director que foi recentemente preso pela polícia política israelita. O filme foi realizado por Ashish Ghadiali e feito expressamente para este dia, para o MPPM e para ser apresentado n’A Barraca.

É um testemunho comovente para quem acredita que a Cultura e o Teatro podem mudar alguma coisa no mundo.

Na 2ª parte da sessão será apresentada o espectáculo SETE CRIANÇAS JUDIAS, de Caryl Churchill pelos alunos do 12º ano do Curso Profissional de Artes do Espectáculo do Liceu Passos Manuel.

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A Propósito do Dia da Terra Palestina

1. Em Março de 1976, as autoridades israelitas anunciaram a expropriação de grandes extensões de terras palestinas pormotivos de segurançae para a construção de colonatos. No dia 30 desse mês, uma greve geral e grandes manifestações de protesto sacudiram as localidades palestinas em território do Estado de Israel. Na repressão sangrenta que se seguiu, seis palestinos foram mortos pelas autoridades de Israel e centenas foram presos ou feridos. Desde então, o dia 30 de Março ficou conhecido como o Dia da Terra, uma data que simboliza a luta do povo palestino pelo direito aos seus lares, às suas terras de cultivo, à sua Pátria.

2. A ocupação de terras palestinas, com a expulsão dos seus habitantes, não começou, nem terminou em 1976. A limpeza étnica tem sido, desde o início, um aspecto central da criação do Estado sionista, tendo-se registado desde a assinatura dos acordos de Oslo uma agudização dramática. Trata-se duma questão da maior actualidade, numa altura que o governo de Israel intensifica a construção de novos colonatos nos territórios palestinos ocupados, em violação do Direito Internacional e dos próprios acordos que havia assinado. Há poucas semanas, as autoridades israelitas anunciaram planos para construir três mil novos edifícios habitacionais em Jerusalém Leste, cercando praticamente a capital dum futuro Estado palestino. E é desta semana o início da construção de 114 novos edifícios habitacionais para colonos em Belém. A decisão do governo israelita de relançar o processo de construção de colonatos foi a machadada final nos de si moribundos e inconclusivosprocessos negociaisdos últimos anos.

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No Dia Mundial da Água denunciamos a pilhagem por Israel dos recursos hídricos da Palestina

visualizing palestine - gaza waterA 22 de Março celebra-se o Dia Mundial da Água, definido pela ONU através da resolução A/RES/47/193 de 21 de Fevereiro de 1993. Nos Territórios Palestinos Ocupados (TPO), a luta pelo acesso à água é frequente, quotidiana. A água utilizada diariamente por cada palestino é muito inferior à recomendada pela Organização Mundial de Saúde como condição básica de vida (100 litros/dia). Mas a Palestina tem água suficiente. Tem nascentes, rios e lagos, e boas estações chuvosas: anualmente, em Jerusalém, chovem 537 mm de água, enquanto em Londres, no mesmo período, chovem 583,6 mm. O problema que se coloca não é, assim, a existência de recursos hídricos nos TPO, mas sim a forma como são geridos.

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