Preso palestino brutalmente torturado por Israel corre perigo de vida

O preso palestino Samer Arbid foi hospitalizado em estado crítico em resultado da brutal tortura a que foi sujeito desde quarta-feira, informou este domingo a Addameer (Associação de Apoio e Direitos Humanos dos Presos).

Arbid, de 44 anos, foi preso por uma unidade especial das forças de ocupação israelitas na quarta-feira, 25 de Setembro. Durante a prisão, foi duramente espancado pelas forças israelitas. Foi depois levado para o centro de interrogatório de al-Mascobiyya, em Jerusalém.

Em comunicado divulgado no dia 28, o departamento de informações israelita afirma que foram usadas nos interrogatórios «técnicas extremas e excepcionais», um eufemismo que significa tortura.

Samir Arbid é acusado de ser membro da FPLP (Frente Popular de Libertação da Palestina) e de ter organizado um ataque perto do colonato israelita ilegal de Dolev, na Cisjordânia ocupada, de que resultou a morte de um colono israelita, em Agosto passado. O Shin Bet (serviço de segurança interno israelita) declarou no sábado ter preso os quatro membros da célula da FPLP responsável pelo ataque.

No sábado, 28 de Setembro, por volta das 20h, o advogado da Addameer foi informado por telefone de que Samer tinha sido transferido para o Hospital Hadassah – El-Esawya, encontrando-se em situação crítica, inconsciente e com respiração artificial. Na realidade Samer tinha sido transferido para o hospital na manhã de sexta-feira, 27 de Setembro, mas a sua família e advogados não foram informados.

O advogado da Addameer, que conseguiu ver Samir durante um curto período, informou que ele estava inconsciente, com várias costelas partidas e marcas por todo o corpo e sofria de grave insuficiência renal.

«Ele estava de boa saúde antes de ser preso. O meu marido não sofria de nenhuma doença e a saúde dele deteriorou-se por causa das torturas sofridas», declarou Noura Miselmani, esposa de Arbid, ao site noticioso Middle East Eye.

A FPLP publicou este domingo um comunicado denunciando que as forças de ocupação israelitas prenderam dezenas dos seus membros em vários locais da Cisjordânia ocupada, acrescentando que não se deixará intimidar pelas prisões.

«Estamos comprometidos com o caminho da resistência, e ela aumentará até que o vulcão palestino entre em erupção perante a ocupação e os colonos», afirma a FPLP.

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