No Dia Dos Presos Palestinos o MPPM reclama a sua libertação

Em 1974 o Conselho Nacional Palestino instituiu o dia 17 de Abril como o Dia dos Presos Palestinos - uma data na qual se expressa a solidariedade para com os palestinos presos nas prisões de Israel.

Neste 17 de Abril de 2022, o Movimento pelos Direitos do Povo Palestino e pela Paz no Médio Oriente (MPPM) reafirma a sua solidariedade para com os palestinos presos por Israel. O MPPM reitera o apoio à luta do povo palestino pela sua liberdade e autodeterminação, pelo reconhecimento da condição de presos políticos aos palestinos presos pelo Estado israelita e pelo respeito pelos direitos destes presos, denunciando as degradantes condições a que são submetidos nas prisões israelitas.

Em inícios do presente mês de Abril encontravam-se presos nas prisões de Israel cerca de 4500 palestinos, incluindo 160 menores e 32 mulheres. Do total, 530 presos estão em detenção administrativa, sem culpa formada ou sem sequer serem levados a julgamento. Estão também presos nas prisões israelitas 8 membros do Conselho Nacional Palestino (o Parlamento palestino).

Nas últimas semanas, tem-se intensificado a luta pela libertação de Ahmed Manasra, um jovem palestino preso por Israel desde os seus 13 anos. No dia da sua prisão, Ahmed foi atropelado e agredido por forças israelitas, desde então tem sido submetido a interrogatórios sem a presença dos pais ou dos advogados e durante os quais foi submetido a tortura. No mesmo dia (12 de Outubro de 2015), o seu primo de 15 anos foi morto a tiro pela polícia israelita.

Hoje entra no 107º dia a luta dos palestinos em detenção administrativa que se têm recusado a comparecer às suas audiências no tribunal militar em protesto contra a sua detenção injusta sem acusação ou julgamento. O boicote inclui as audiências para a renovação das ordens de detenção administrativa, bem como audiências de recurso e sessões posteriores no Supremo Tribunal de Israel.

A situação dos presos é uma das questões centrais para uma solução justa da questão palestina, a par do fim da ocupação da Cisjordânia e do cerco da Faixa de Gaza, do estatuto de Jerusalém e do direito do retorno dos refugiados.

Entretanto prossegue a escalada de violência do ocupante israelita contra os palestinos da Cisjordânia e de Jerusalém, como o MPPM recentemente denunciou. Já hoje, domingo, as forças de ocupação israelitas invadiram a mesquita de Al-Aqsa em Jerusalém ocupada, atacaram, feriram e prenderam dezenas de fiéis, com o objectivo de assegurar a entrada de mais de meio milhar de colonos extremistas israelitas que aí pretendiam fazer as suas orações talmúdicas, em violação dos acordos de status quo sobre a prática religiosa no local.

Esta foi a segunda incursão violenta das forças de ocupação israelitas em menos de 48 horas. No início da sexta-feira, as forças invadiram o local sagrado e atacaram brutalmente os fiéis que estavam reunidos para realizar a oração de Al-Fajr, ferindo cerca de 153 e prendendo 400.

O MPPM reitera a sua solidariedade para com os presos e detidos palestinos e exige a sua libertação.

O MPPM apela a todas as pessoas amantes da paz e da liberdade que se solidarizem com a luta do povo palestino e exijam o respeito pelos seus legítimos direitos.

O MPPM reclama do governo português que, cumprindo o preceituado na Constituição da República, se empenhe na denúncia das violações aos direitos humanos cometidas pelo Estado israelita.

O MPPM insta, ainda, o governo português a reconhecer o Estado da Palestina, no respeito pelo direito internacional e pelas resoluções das Nações Unidas.

17 de Abril de 2022

A Direcção Nacional do MPPM

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