Assembleia Geral do MPPM define programa de acção, elege órgãos sociais e aprova moção sobre conjuntura no Médio Oriente
A Assembleia-Geral do MPPM, reunida em 11 de Março de 2013, aprovou o Relatório de Actividades, referente ao período de Novembro de 2010 a Fevereiro de 2013; as Contas e respectivo Parecer do Conselho Fiscal, referentes aos anos 2010, 2011 e 2012; e o Plano de Actividades para o biénio 2013 – 2014. Elegeu, ainda, os membros dos Órgãos Sociais para o biénio 2013-2014.
A culminar a análise da conjuntura na Palestina e no Médio Oriente, suportada num relatório do Secretário para as Relações Internacionais, Silas Cerqueira, foi aprovada seguinte moção:
Moção
1. A justa solução da questão Palestina é indissociável da questão da paz no Médio Oriente e até da questão da paz a nível mundial. Em torno desta questão, pode-se avançar para a paz ou, pelo contrário, para uma intensificação das tensões e das guerras.
2. O povo da Palestina aguarda, há seis décadas e meia, o cumprimento da promessa de um Estado palestino. Não existe hoje, sequer em palavras, qualquer processo negocial com esse objectivo. O recente reconhecimento, pela Assembleia Geral da ONU, do estatuto de “Estado não membro” para a Palestina, sendo positivo, é claramente insuficiente e não consegue esconder a realidade no terreno: não existe um Estado Palestino livre e independente; os colonatos israelitas avançam cada vez mais, espartilhando os territórios ocupados da Margem Ocidental; o Muro do apartheid continua de pé, em violação da posição do Tribunal Internacional de Justiça; prossegue o bloqueio de Gaza e do seu povo; prosseguem as ocupações de terras, de água, de campos de cultivo palestinos; centenas de prisioneiros políticos palestinos continuam nas prisões de Israel, onde são vítimas de maus tratos e torturas, como ainda recentemente se comprovou. Estes factos contrariam, inviabilizando na prática, a solução de dois Estados que tem servido de base às resoluções da ONU para o problema. O resvalar incessante para a extrema-direita dos círculos dirigentes de Israel acentua de maneira clara a política de opressão do povo palestino e de imposição de soluções de força. Tal ficou, mais uma vez, patente em Novembro passado, com o ataque contra Gaza. O projecto de impor, pela violência e pelas armas, a solução de um único estado em território da Palestina – o estado da Israel – com a consequente expulsão e aniquilamento da identidade nacional do povo palestino, avança todos os dias com total impunidade.
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Liberdade para os palestinos presos por Israel
A morte do cidadão palestino Arafat Jaradat, ocorrida no passado dia 23 de Fevereiro nas cadeias israelitas, veio, uma vez mais, chamar a atenção da opinião pública para a situação dramática em que se encontram os prisioneiros palestinos nas prisões do Estado de Israel.
Ainda que as autoridades israelitas tenham, de início, alegado motivos cardíacos para a morte, a autópsia ao corpo de Arafat Jaradat, entretanto realizada no Instituto Nacional de Medicina Forense de Israel, na presença de um médico palestino e dois médicos israelitas, não só desmentiu por completo aquela alegação, como revelou a existência de extensos hematomas, ferimentos e lesões internas recentes que só podem ter sido provocados por práticas reiteradas de tortura e espancamento.
A tortura constitui um crime equivalente à qualificação de crime contra a humanidade, e a sua prática está proibida por inúmeros tratados e convenções internacionais, a começar pela Convenção das Nações Unidas contra a Tortura, adoptada pela Assembleia Geral da Onu em 10 de Dezembro de 1984, que Israel subscreveu em Outubro de 1991.
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A Palestina nos livros escolares israelitas: a ideologia e a propaganda na educação
Neste documentário, Nurit Peled-Elhanan, professora de Línguas e Educação na Universidade Hebraica de Jerusalém, fala de sua pesquisa relacionada com o conteúdo dos livros escolares de Israel. Ela expõe em detalhe como estes livros são elaborados com o objectivo de desumanizar o povo palestino e de criar nos jovens estudantes israelitas preconceitos que os levarão a actuar de forma cruel e insensível nas suas relações com os palestinos, designadamente durante o serviço militar.
Como explica Nurit Peled-Elhanan, as construções de mundo feitas a partir dos livros escolares, por serem as primeiras a sedimentar-se na mente das crianças, são muito difíceis de serem erradicadas. Daí a importância que o aparelho israelita dedica à ideologia que é transmitida nos livros escolares. Neles, os palestinos nunca são apresentados como seres humanos comuns. Nunca aparecem em condições que possam ser consideradas normais. Segundo Nurit Peled-Elhanan, não há nesses livros uma única fotografia de um palestino que mostre o seu rosto. Eles são sempre apresentados como constituindo uma ameaça para os judeus. |
Relatório de Missão de Inquérito das Nações Unidas sobre colonatos responsabiliza Israel por graves e continuadas violações dos direitos dos palestinos
A Missão Internacional de Inquérito sobre Colonatos Israelitas no Território Palestino Ocupado tornou públicas as suas conclusões sobre as implicações que os colonatos israelitas têm sobre os direitos humanos do povo palestino.
Leia a versão original, integral, do relatório
Leia a tradução portuguesa, não oficial, das Conclusões e Recomendações
O relatório afirma que uma multiplicidade de direitos humanos dos palestinos são violados, de várias formas e maneiras, devido à existência dos colonatos.
Essas violações estão todas inter-relacionadas, formando um padrão global de violações que se caracterizam, principalmente, pela negação do direito à autodeterminação e discriminação sistemática contra o povo palestino, que ocorrem numa base diária.
Desde 1967, os governos israelitas têm, abertamente, dirigido, participado directamente e assumido pleno controlo do planeamento, construção, desenvolvimento, consolidação e encorajamento dos colonatos.
"Em conformidade com o artigo 49 da Quarta Convenção de Genebra, Israel deve interromper todas as actividades dos colonatos sem condições prévias ", disse Christine Chanet, presidente da Missão, advogada e juíza francesa, e membro da Comissão de Direitos Humanos das Nações Unidas, na apresentação do relatório. |
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