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Ataque de Israel contra território sírio viola legalidade internacional e aumenta perigo de guerra no Médio Oriente

1. O MPPM condena o ataque militar de Israel contra território sírio, no passado dia 30 de Janeiro. Trata-se dum acto de agressão contra um país soberano e uma violação grosseira da legalidade internacional, que tem de ser claramente condenado pelo governo português.

2. O ataque israelita contra o centro de investigação militar de Jamraya representa ainda uma perigosa escalada no envolvimento externo no conflito sírio, que ameaça atear o fogo da guerra em todo o Médio Oriente, num contexto já marcado pela instalação dos mísseis Patriot da NATO em território turco e pelas permanentes ameaças de ataque contra o Irão.

3. O MPPM recorda que Israel ocupa, desde há 46 anos, os Montes Golã sírios, como resultado duma agressão militar e em violação de numerosas resoluções da ONU. Trata-se duma situação intolerável, a que urge pôr fim imediato.

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4º Aniversário da Operação "Chumbo Fundido"

No quarto aniversário do início da operação "Chumbo Fundido" o MPPM denuncia a continuada agressão israelita contra as populações dos territórios ocupados e convida ao reforço da solidariedade com a causa palestina

Neste mesmo dia 27 de Dezembro, há quatro anos atrás, o mundo testemunhou o início de uma acção militar de crueldade sem precedentes no século em que vivemos, levada a cabo por um exército, dos mais modernos e sofisticados no mundo, sobre uma população indefesa. A operação Chumbo Fundido, assim foi baptizada pelo Estado de Israel aquela ofensiva sobre a população palestina da faixa de Gaza, prolongou-se por vinte e três dias, e saldou-se num total de cerca de mil e quatrocentos mortos - trezentos e dezoito dos quais eram crianças - e mais de cinco mil feridos. Segundo dados das Nações Unidas, perto de seis mil e quatrocentas habitações foram totalmente destruídas ou sofreram danos estruturais profundos.

Organizações não-governamentais estimam em vinte mil pessoas - a grande maioria das quais refugiados - o número de pessoas desalojadas. As infra-estruturas de electricidade e água foram duramente atingidas. Instalações das Nações Unidas - entre as quais o centro de operações da UNRWA na cidade de Gaza - perto de trezentas escolas e jardins de infância totalmente ou parcialmente destruídos, hospitais e centros de saúde, mesquitas, inúmeros edifícios e serviços públicos, nada escapou à fúria dos bombardeamentos do exército israelita. Investigações ulteriores levadas a cabo no âmbito das Nações Unidas, assim como inúmeros relatos de imprensa e relatórios de diversas organizações de direitos humanos convergem na denúncia da prática de crimes contra a humanidade, entre os quais avultam o massacre deliberado de famílias inteiras - o mais grave dos quais, a família Samouni, envolvendo cerca de cem pessoas - ataques contra ambulâncias ou visando cidadãos, empunhando bandeiras brancas, e a utilização de armas com poluentes químicos, como tungsténio e, sobretudo, fósforo branco.

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A cultura palestina: uma cultura árabe, milenária, resistente e humanista1

Adel Yussef Sidarus2

adel sidarusPara introduzir-vos a esta sessão cultural sobre a Palestina, falarei hoje da cultura palestina enquanto:

a) Cultura árabe, ao mesmo tempo particular e universal,

b) Cultura ligada ao território, com a sua milenária e diversificada ocupação humana,

c) Cultura militante e resistente, ao mesmo tempo que profundamente humanista.

Cultura árabe

A palavra árabe hoje é polivalente.

Para além do significado étnico relativo às populações da Península arábica, ou de origem nesse grande deserto milenar..., árabe é um qualquer habitante dos Países árabes, ou que se reconhecem como tais. Países que vão do Atlântico (Mauritânia, Povo Sahrawi, Marrocos) até à Mesopotâmia (Iraque), e da Síria, ao Norte, até ao Sudão (do Norte) e à Somália, ao Sul.

Mas árabe diz-se sobretudo de uma língua que funciona - para glosar Fernando Pessoa - como "mátria": uma língua escrita comum, largamente afiliada à língua corânica, mas também impregnada pela extraordinária civilização árabo-islâmica, velha de um milénio e meio e que abrangeu um espaço geo-humano que vai da China até ao Atlântico. Uma "civilização intermédia" por excelência na história da humanidade, ligando o Oriente ao Ocidente, enriquecida pelos contributos de tantos povos e etnias: árabes, siro-arameus, persas, arménios, curdos, indianos, turcos, mongóis, malaios, chineses etc., a Oriente - e greco-romanos, egípcios ou coptas, berberes, africanos e euro-ibéricos, a Ocidente.

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Saudação ao Presidente Mahmoud Abbas na sua visita a Portugal

Exmo. Senhor Presidente

da Organização para a Libertação da Palestina,

Excelência,

Por ocasião da sua visita a Portugal, em Dezembro de 2012, queremos dar-lhe as boas vindas, em nome dos sentimentos democráticos e solidários do povo português, e saudar, na sua pessoa, de forma fraterna e calorosa, a luta nobre e heróica do povo palestino pela sua liberdade.

As organizações signatárias, a Confederação Geral dos Trabalhadores Portugueses - Intersindical Nacional, o Conselho Português para a Paz e a Cooperação, o Movimento Democrático de Mulheres e o Movimento pelos Direitos do Povo Palestino e pela Paz no Médio Oriente, dão corpo, em Portugal, a um vasto movimento de opinião pública, consequente e empenhado, em favor da realização plena dos direitos nacionais inalienáveis do povo palestino.

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Presidente Mahmoud Abbas agradece saudação de boas-vindas que lhe dirigimos na sua visita a Portugal

O Presidente Mahmoud Abbas enviou a seguinte carta de agradecimento às organizações que lhe dirigiram uma mensagem de boas-vindas aquando da sua recente visita a Portugal:

Caros Amigos da Confederação Geral dos Trabalhadores Portugueses – Intersindical Nacional

Caros Amigos do Conselho Português para a Paz e Cooperação

Caros Amigos do Movimento Democrático de Mulheres

Caros Amigos do Movimento pelos Direitos do Povo Palestino e pela Paz no Médio Oriente

Lisboa

Recebemos com grande apreço a vossa carta datada do dia 13/12/2012, na qual nos davam as boas-vindas pela ocasião da visita à República Portuguesa amiga.

Expressamos-vos os nossos mais amplos agradecimentos, em nome do Estado da Palestina e do seu povo e em meu nome pessoal, incluindo os sentimentos de apoio e solidariedade sincera, valorizando extremamente os vossos esforços e os esforços de todos os amigos portugueses na República Portuguesa pelo grande papel e esforços contínuos que fazem em favor do apoio aos direitos do povo palestiniano. Foram estas posturas que se manifestaram recentemente na votação portuguesa a favor do reconhecimento do Estado da Palestina nas Nações Unidas como membro Observador. Esta resolução atingiu o seu objectivo graças às vossas atitudes determinadas e apoio sincero aos nossos esforços para alcançar a paz justa, à qual aspiramos. Garantimos que o Estado da Palestina será, para esta paz, um elemento positivo e activo no alcance da convivência entre todos os povos da nossa região, à sombra da segurança, estabilidade e da boa vizinhança.

Desejamos-vos, caros amigos, a ascensão e o sucesso nos vossos esforços e ansiamos pela persistência da vossa postura e pelo levantamento da vossa voz, expondo as práticas do poder ocupante e a da construção viciosa dos colonatos violentos que, no caso de persistirem, irão eliminar a solução dos dois estados e minarão todo o processo de paz.

Com a nossa maior gratidão e estima

Ramallah: 20/12/2012

Mahmoud Abbas

Presidente do Estado da Palestina

Presidente do Comité Executivo da Organização para a Libertação da Palestina

Presidente da Autoridade Nacional Palestiniana

 
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Carta ao Primeiro-Ministro apelando ao reconhecimento do Estado da Palestina

O MPPM e mais quatro organizações - a Associação 25 de Abril, a CGTP-IN, o CPPC e o MDM - dirigiram uma carta ao Primeiro-Ministro em que apelam ao Governo português para que apoie o reconhecimento da Palestina como membro de pleno direito das Nações Unidas, considerando que a presente iniciativa de elevação do estatuto diplomático da representação da Palestina na ONU só pode ser entendida como um passo nessa direção.

O texto integral da carta, de foram entregues cópias ao Presidente da República, à Presidente da Assembleia da República e ao Ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros, é o seguinte:

Assunto: Admissão da Palestina na Organização das Nações Unidas

Lisboa, 23 de Novembro de 2012

Excelentíssimo Senhor Primeiro-Ministro

Durante a sua presente sessão, a Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas voltará a apreciar uma proposta da OLP que visa assegurar a elevação do estatuto diplomático da representação da Palestina na ONU. Uma vez mais, a comunidade internacional será confrontada com as suas responsabilidades no arrastamento, sem fim à vista, do drama secular do povo palestino.

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