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Os artigos assinados publicados nesta secção, ainda que, obrigatoriamente, alinhados com os princípios e objectivos do MPPM, não exprimem, necessariamente, as posições oficiais do Movimento sobre as matérias abordadas, responsabilizando apenas os respectivos autores.
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“Resistência pacífica está a substituir o diálogo ou a luta armada na Palestina” (*)
O deputado palestiniano Nabil Shaath veio a Lisboa para uma audiência no Parlamento e uma conferência na Universidade Nova de Lisboa. Na AR, considerou os partidos muito “à esquerda” (querendo dizer que sentiu apoio para a Palestina; afinal, Portugal disse que votaria “sim” a um Estado palestiniano observador nas Nações Unidas). Falou da mudança de estratégia em relação a Israel, antecipou acções criativas, e sublinhou a importância de estar na ONU.
Os palestinianos vão mesmo recorrer ao Tribunal Penal Internacional por causa dos colonatos?
O Tribunal Penal Internacional é a única organização internacional que não precisa do Conselho de Segurança [em que os EUA vetam resoluções vistas como prejudiciais a Israel]. E é por isso que israelitas, e americanos, estão a usar todas as suas ameaças para nos impedir — não podem usar nada legal, porque podemos recorrer directamente ao tribunal ao termos sido reconhecidos como Estado-membro [observador] na ONU. Ainda não o fizemos, estamos a preparar-nos. Não é um processo automático, é preciso ir à assembleia geral do tribunal, assinar o Tratado de Roma, em que se diz também que não se cometeu crimes contra a humanidade. Uma vez assinado o Tratado de Roma, pode então recorrer-se ao tribunal. |
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