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Movimento pelos direitos do povo palestino e pela paz no médio oriente
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MPPM DENUNCIA AGRAVAMENTO DA SITUAÇÃO NA PALESTINA E RECLAMA FIM DA INTERVENÇÃO MILITAR ESTRANGEIRA NA LÍBIA

 

O MPPM manifesta a sua profunda preocupação pelo contínuo agravamento da situação na Palestina e pela escalada dos perigos de uma confrontação bélica generalizada no Norte de África e no Médio Oriente. As condições de vida do povo palestino agravam-se dia após dia, e Israel persiste, de forma impune, no caminho de aprofundamento da colonização dos territórios ocupados e de recusa no reconhecimento dos direitos nacionais do povo palestino. É inaceitável que a proposta de reconhecimento da Palestina como Estado-membro da Organização das Nações Unidas - uma proposta justa e legítima, conforme ao Direito Internacional e às legítimas aspirações de libertação nacional do povo palestino, que será levada à ONU nas próximas semanas - esteja a ser objecto de resistências, ameaças e chantagens por parte das autoridades israelitas e dos EUA.

Ao mesmo tempo, o agravamento dos conflitos e a instabilidade provocada pela intervenção militar internacional na Líbia favorece objectivamente Israel, faz perigar a realização do objectivo de constituição de um Estado da Palestina viável, livre e soberano, procura impedir o desenvolvimento democrático e progressista das revoltas desencadeadas em inúmeros países, e ameaça atear o fogo dos conflitos bélicos a toda a região. Face aos protestos verificados em meados de Fevereiro na Líbia, os países ocidentais, com destaque para a França, o Reino Unido e os Estados Unidos da América, optaram por submeter ao Conselho de Segurança das Nações Unidas uma resolução (nº 1973) que permitisse uma intervenção militar contra aquele país soberano. Justificada invocando razões humanitárias, a ofensiva militar sobre a Líbia tem semeado a morte e o sofrimento entre a população, e destruído os serviços e infra-estruturas do país, impondo um retrocesso profundo no seu nível de desenvolvimento. A intervenção militar na Líbia foi propagandeada como uma medida para proteger a população civil, mas é esta, afinal, a sua principal vítima. Os contornos da ofensiva em curso deixam perceber que, sob os objectivos afirmados, esconde-se, afinal, uma estratégia de dominação e exploração das importantes riquezas naturais daquele país e de ingerência directa no continente africano e num mundo árabe em revolta. Esta guerra, na sequência do ocorrido em outros lugares num passado mais ou menos recente, confirma que a violentação do princípio da soberania e da não ingerência nos assuntos internos de Estados soberanos, longe de resolver ou apaziguar o confronto, aprofunda as tensões e eterniza os conflitos.

No contexto internacional presente, a continuação da intervenção militar estrangeira na Líbia acarreta acrescidos perigos para a paz na região do Mediterrâneo. Somada à intervenção militar da Arábia Saudita no Bahrain e à contínua repressão exercida sobre a população daquele país, assim como às ingerências e intromissões nos assuntos internos de vários dos estados da região, como o Líbano ou a Síria - independentemente da consideração particular sobre a natureza de cada regime e a natureza dos processos políticos em curso - a ofensiva militar sobre a Líbia impede e subverte o desenvolvimento democrático e progressista dos movimentos populares iniciados na Tunísia e no Egipto e que se espalharam por toda a região do Médio Oriente e Norte de África. A rapidez com que as potências ocidentais se apressaram a desencadear uma operação militar contra aquele país soberano, quando confrontada com a complacência - quando não cumplicidade manifesta - com que os Estados Unidos da América e as potências europeias assistem à repressão diária exercida sobre o povo palestino, evidencia a política de dois pesos e duas medidas que sempre tem norteado a política destes países. Neste quadro, importa que os movimentos de solidariedade com a causa palestina reforcem a iniciativa diplomática prevista para Setembro tendente ao reconhecimento da Palestina como um estado membro de pleno direito na Organização das Nações Unidas.

Neste contexto, de harmonia com os princípios que norteiam a sua actividade e em linha com o disposto no Artigo 7º da Constituição da República Portuguesa, o MPPM:

1. Exprime a sua solidariedade com todos os povos em luta pela democracia, pela liberdade, pela independência e a soberania nacional e contra as ingerências e agressões estrangeiras;

2. Reclama a imediata cessação das intervenções militares estrangeiras ilegítimas na região, nomeadamente na Líbia e no Bahrain, e repudia todas as ingerências e intromissões externas exercidas sobre os assuntos internos de cada país.

3. Condena a repressão violenta de manifestações populares pacíficas nos países do Magrebe e Médio Oriente, no respeito pelo direito à resistência contra todas as formas de opressão;

4. Recomenda o recurso à mediação política para a resolução pacífica dos conflitos na região;

5. Condena a violência exercida por Israel contra a população palestina e reclama a retirada israelita dos territórios palestinos ocupados, o desmantelamento dos colonatos e do muro de separação ilegalmente construídos, e a constituição de um estado palestino livre, viável e soberano, com Jerusalém Leste como capital, e uma solução justa para a situação dos refugiados palestinos no respeito pela resolução na 194 das Nações Unidas;

6. Afirma a sua disposição em contribuir para o reconhecimento da Palestina como estado membro das Nações Unidas, reclamando do Governo Português - com acrescidas responsabilidades depois da sua eleição para o Conselho de Segurança da ONU - que assuma nesse processo uma posição clara, favorável às legítimas aspirações nacionais do povo palestino, e consentânea com os princípios do direito e da legalidade internacional.

7. Exorta o Governo da República Portuguesa a que determine as suas posições no respeito pela Constituição, nomeadamente no que concerne à não ingerência nos assuntos internos dos estados, no recurso à solução pacífica para os conflitos internacionais, no reconhecimento do direito dos povos à autodeterminação, à independência e ao desenvolvimento, bem como o direito à insurreição contra todas as formas de opressão.

 

Lisboa, 30 de Julho de 2011

A Direcção Nacional do MPPM

 
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cartaz sesso v.3
 
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JORNADAS DE SOLIDARIEDADE COM A PALESTINA  - 2011

Entre 12 e 29 de Novembro, o MPPM organiza as

Jornadas de Solidariedade com a Palestina - 2011

Música, poesia, cinema, dança, gastronomia e intervenção política

Da Palestina, pela Palestina!

   cartaz jornadas v.3

 
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AO FIM DE UM ANO SEM A VOZ DE JOSÉ SARAMAGO O MPPM EVOCA COM SENTIDA EMOÇÃO O SEU LEGADO SEMPRE PRESENTE NA LUTA PELA LIBERDADE E CONTRA A GUERRA NO MÉDIO ORIENTE

Há um ano éramos atingidos - o MPPM e, sobretudo, a sua grande causa e razão de ser, a Palestina - pela perda física da voz do mais eminente dos nossos fundadores, José Saramago.

Esta é uma evocação sentida e homenagem à sua memória.

José SaramagoA voz de Saramago - de alcance mundial pela arte da palavra, a clarividência do pensamento e o desassombro das posições - há muito se fazia ouvir em prol de duas maiores e incindíveis causas da humanidade; a libertação e a paz.

Saramago sempre quis juntar a sua voz lúcida, calorosa, firme, à de outros portugueses em iniciativas que abriram caminho ao MPPM - Movimento pelos Direitos do Povo Palestino e pela Paz no Médio Oriente - e, sobretudo, em defesa da vida e do futuro do povo palestino, heróico e mártir.

Foi assim com o abaixo-assinado "Não ao Muro de Sharon" (2004); com o documento fundador do MPPM (2005), em que se condenava "a imposição, pela força, de soluções unilaterais, todas as formas de terrorismo, tanto o terrorismo de estado como qualquer outro, todas as ocupações militares ilegítimas"; com o apelo contra a agressão israelita ao Líbano e a guerra (2006); com a moção de repúdio aos 40 anos de ocupação da Margem Ocidental do Jordão depois da Guerra dos Seis Dias (2007); com a denúncia da invasão israelita da Faixa de Gaza (2008) e com tantas outras iniciativas.

Com real emoção evocamos estas, entre inúmeras contribuições de uma vida tão plena de solidariedade e criatividade como foi a de José Saramago, para que, em Portugal e no Mundo, fosse mais bem defendida e tivesse a maior projecção a justíssima causa dos direitos inalienáveis do povo palestino e da paz no Médio Oriente.

Hoje, mais do que nunca, o exemplo, a lição, a obra e o legado de José Saramago são da maior actualidade e exigência. Ele vive e viverá na continuidade da sua - e nossa - luta pela libertação do povo palestino, por uma humanidade liberta da opressão, por um mundo em paz.

 

Lisboa, 18 de Junho de 2011

A Direcção Nacional do MPPM

 
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A CONFERÊNCIA GERAL DA UNESCO ADMITE A PALESTINA COMO ESTADO MEMBRO

palestina na unescoA Conferência Geral da UNESCO votou hoje a favor da admissão da Palestina como Estado Membro da Organização. Para que a associação se efective, a Palestina tem agora que assinar a ratificar a Constituição da UNESCO.

A entrada da Palestina eleva para 195 o número de Estados Membros da UNESCO.

A votação registou 107 votos a favor da admissão e 14 votos contra, com 52 abstenções.

Votaram a favor da admissão países europeus como a Áustria, a Bélgica, a Espanha, a França, o Luxemburgo e a Finlândia, quase todos os países árabes e africanos, China, Índia, Rússia, Brasil e África do Sul. Votaram contra, nomeadamente, os Estados Unidos, o Canadá e a Alemanha. Portugal, Reino Unido e Itália integraram o grupo de países que se abstiveram.

A admissão à UNESCO de estados que não sejam membros das Nações Unidas requer uma recomendação do Conselho Executivo da Organização e uma aprovação por uma maioria de dois terços na Conferência Geral de Estados Membros.

A Conferência Geral é composta por representantes dos Estados Membros da Organização. Reúne de dois em dois anos com a participação de Estados Membros e Membros Associados, juntamente com observadores dos Estados não-Membros, de organizações inter-governamentais e de organizações não-governamentais (ONG). Cada Estado Membro tem direito a um voto, independentemente da sua dimensão ou do valor da sua contribuição para o orçamento.

 A Conferência Geral determina as políticas e principais linhas de acção da Organização. É sua função estabelecer os programas e o orçamento da UNESCO. Também elege os Membros do Conselho Executivo e designa, de quatro em quatro anos, o Director-Geral.

A missão da UNESCO é contribuir para a construção da paz, a erradicação da pobreza, o desenvolvimento sustentável e o diálogo intercultural através da educação, das ciências, da cultura, da comunicação e da informação.

 
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